2° Mostra de Minidocs MNM

Oi gente! Bom, viemos todos aqui num post contar um pouco melhor como foi a 2 Mostra de Minidocumentários do Móbile na Metrópole exibida sábado, dia 29/10, no Cinema Belas Artes, em São Paulo. Nosso minidoc foi um dos 11 selecionados para aparecer na Mostra e, portanto, aparecemos em peso para prestigiar nosso trabalho e de todos os outros que participaram do projeto.

Era de manhã, às 9h30. Todos com cara de sono, mas felizes de poder passar um tempão num dos cinemas mais antigos e tradicionais de São Paulo, com um filme nosso passando nas telas. Foi bom também encontrar todos que partilharam vivências conosco durante esse ano com o projeto. Ainda que fosse um fechamento, a sensação era de dever cumprido e satisfação com os resultados finais.

Ver todas as famílias reunidas também foi muito interessante. Muito legal conhecer um pouco melhor de cada um, num ambiente fora da escola, não falando apenas dos alunos, mas também professores, monitores, e todos que alguma vez haviam estado conosco dentro do ambiente escolar.

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Fonte: https://linhaslivres.files.wordpress.com/2014/01/belas-artes-1.jpg

Foi quando sentamos nas cadeiras almofadadas e já gastas do cinema que percebemos o real valor que nosso trabalho estava recebendo. Não apenas nosso, mas de todos os alunos.

Cada minidoc foi um olhar da cidade muito peculiar e muito fascinante. Todos muito diferentes entre si. Aprofundando ainda mais o tema da intolerância que permeou nosso ano. As edições também foram bastante distintas, porém todas muito bem feitas e com certeza trabalhosas. O mais interessante foi podermos perceber a variedade de assuntos que podemos tratar sobre São Paulo que nós não temos conhecimento algum, porém podem ser muito aprofundados. O movimento dos secundaristas, por exemplo, ou mesmo a ideia dos patrimônios históricos na cidade sendo desvalorizados, são tópicos de extrema importância, atuais e que nós não tivemos tanta aproximação (até vermos os minidocs).

Dentre todos os incríveis minidocs, que com certeza representavam uma pequena parcela de todo o projeto em si, chamou nossa atenção alguns deles. Primeiramente, o vencedor da Mostra, chamado “Ditadura Barbie”. Foi um minidocumentário que tratou da padronização da beleza da mulher na cidade, conseguindo expressar efetivamente todo o sofrimento pelo qual as mulheres passam diariamente tentando se encaixar num rótulo. Foi emocionante. Os relatos das mulheres coletados, as explicações teóricas, e a presença disso no nosso dia-a-dia foram muito bem explorados. As meninas do grupo estão de parabéns por tratarem de um assunto tão importante de uma maneira muito inteligente.

Veja aqui o minidoc delas:

Além disso, o documentário sobre a Avenida Paulista, do grupo inclusive de nossa sala, nos impressionou. O tanto que puderam falar de uma única avenida… Foi impressionante! Realmente, o ícone de São Paulo merecia essa devida atenção que lhe deram, explorando aspectos históricos, culturais e sociais que permearam a rua. Sem falar na edição, que foi impecável, e pareceu que estávamos vendo um filme de grandes diretores.

Outro minidoc que chamou nossa atenção foi sobre a Primavera Secundarista, cujo título também foi bastante criativo. Trataram de um tema atual e importante, com protagonistas muito próximos de nós: compartilham da mesma idade. Foi chocante entrar com uma realidade tão dura porém admirável de pessoas que não são tão diferentes de nós, se pensarmos bem. Gerou bastante reflexão.

Por fim, o minidocumentário apresentado sobre o projeto em si nos trouxe um sentimento nostálgico e acendeu de novo a sensação do mergulho dentro da cidade durante o estudo do meio. Lembramos o quanto aprendemos nesses três dias e o quanto eles efetivamente mudaram nosso olhar sobre nós e sobre a cidade. Deu saudade. Mas também deu alegria por termos passado por isso. E além: por termos a oportunidade de lembrarmos disso com todos que estiveram ali durante a viagem.

Acreditamos que a ideia de passar os minidocumentários como fechamento do projeto no Cinema foi incrível. Nada melhor do que finalizar o ano voltando um pouco à “rotina Móbile na Metrópole”, saindo da bolha em que vivemos. Por isso, valeu à pena termos ido e prestigiar os trabalhos de pessoas que se empenharam tanto, e assim como nós, se recompensaram com muitos ganhos. Ganhos que pudemos de fato refletir sobre nesse sábado de manhã.

 

Mostra de Filmes de Hip Hop

O CineSesc irá sediar uma Mostra de Filmes de Hip Hop que começa hoje galera! Ela reúne vários longas e curtas, sejam ficções ou documentários, que estão dentro das várias esferas do hip hop, como o DJ, a raíz de rua e a Old School.

O objetivo principal desse evento é buscar os fundamentos da cultura hip hop que nunca seriam exibidos no Brasil. Informações que simplesmente ficaram restritas às pessoas que viviam na época. Além de tratar do presente e os atuais desdobramentos dessa cultura, que faz parte das ruas, das danças de break, das festas com dj’s, etc.

A Mostra irá homenagear Bobbito Garcia, que ajudou a difundir artistas nesse ramo como Jay-Z, Notorious B.I.G por um programa de rádio que apresentava nos anos 90 nos Estados Unidos. O principal documentário do evento, portanto, é aquele que conta um pouco da história de sua vida, chamado: “Stretch and Bobbito: Radio That Changed lives”. Veja abaixo  trailer:

Além disso, o pessoal está com grandes expectativas para a exibição do documentário sobre o famoso rapper brasileiro Sabotage, lançado em 2015. Conhecido por causar uma comoção intensa, ele mostra depoimentos de vários outros rappers como Mano Brown (Racionas MC’S), BNegão, e outros famosos como Hector Babenco e Paulo Miklos. Veja o trailer abaixo:

 

Informações sobre o local e exibição:

ONDE?  CineSesc, localizado na Rua Augusta, número 2075.

QUANDO? De 28 de setembro até dia 4 de outubro

COMO COMPRAR? Todos os ingressos são gratuitos, mas vocês podem comprar por esse site: https://www.sescsp.org.br/unidades/2_CINESESC/

MINIDOC

Pessoal! O grande dia chegou! O nosso minidoc ficou pronto, e abaixo vocês já conseguem vê-lo. Gostaríamos de dizer que, ainda que essa semana tenha sido intensa e muito desgastante, é realmente gratificante ver o produto final de tanto trabalho.

Gostaríamos de agradecer também a todos os envolvidos nesse processo, desde pais aos professores, que nos ajudaram a montar o vídeo tal como está!

Esperamos que vocês gostem, fizemos com muito carinho!

Enivio e a valorização das origens

Paulistano de 28 anos, vindo do Grajaú na zona sul da cidade, Enivio foi aquele cara que desde a infância teve contato com a arte de rua. Começou como uma brincadeira de menino, e hoje virou uma de suas profissões. Enivio é também sócio e fundador da galeria na Vila Madalena chamada A7ma, atuando como curador e fomentador de eventos.

Assim como grande parte dos grafiteiros, Enivio também vivenciou intolerâncias em relação ao seu grafite nas ruas de São Paulo. Por exemplo, teve um de seus grafites apagados na Avenida Paulista por estudantes de Medicina da USP, para a divulgação de uma festa. Veja o que o artista disse a respeito: “Esses estudantes fazem isso há anos, mas acho bobo usar o espaço para divulgar uma festa, enquanto estão rolando tantas coisas na cidade em questão de política e meio ambiente. Faz mais de dez anos que pinto ali e já tive meu trabalho apagado duas ou três vezes por causa do mesmo evento.”. 

Ainda também numa entrevista para a Revista Veja, Enivio comentou sobre a constante criminalização do grafite em São Paulo: ” A arte de rua está com tudo em São Paulo. A prefeitura está aceitando esse momento, e a polícia está ciente do que é o grafite. Mesmo assim, quando ocorre uma denúncia, tem abordagem. Nesta semana, eu estava pintando na Avenida 23 de Maio em horário de pico e uma pessoa passou e gritou, me xingando. Eu estava concentrado, é uma avenida perigosa. Com o susto, fui virar para ver o que estava acontecendo e torci meu joelho. A pessoa vê a ação, com o spray na mão e não imagina o trabalho final. Depois eles vão passar e achar o desenho legal, mas muita gente não entende o processo.”. Além disso, Enivio disse algo que nos chocou bastante, por ser verdade: as pessoas hoje têm medo de encarar a cidade como ela é, com grafites por toda parte.

Enivio é caracterizado por retratar em seus desenhos meninos das ruas, da periferia, remetendo a sua infância no Grajaú. Valoriza muito, portanto, as suas origens. 

Veja o vídeo abaixo que relata um pouco o dia-a-dia do grafiteiro:

Upfest

Ei galera! Bom dia! Recentemente, vimos em nossos snapchats que rolou um dos maiores festivais de street art do mundo nos últimos três dias (23,24 e 25 de julho). É o chamado Upfest, conhecido como o maior festival europeu de grafite e street art com mais de 300 artistas que passeiam por várias ruas de Bristol, Bedminster e Southville, no Reino Unido, grafitando e pintando. E como todo festival, além de você ver os artistas em ação, há palcos com música boa, venda de produtos de arte e workshops para o público aprender um pouco também da técnica dos artistas.

Entre os artistas desse ano tivemos Cheba, Fin DAC, SHOK-1 e muitos outros, como o brasileiro LM7!

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Obra feita por LM7. Foto tirada de: https://www.theguardian.com/artanddesign/gallery/2015/jul/27/upfest-2015-street-art-graffiti-festival-in-pictures

Bristol, uma das cidades por onde passam os artistas, é famosa por ser o local onde o pioneiro em street art Banksy nasceu.

O mais legal é que grande parte do dinheiro arrecadado com o festival vai para uma organização chamada Nacoa, que dá assistência às crianças com pais envolvidos com o alcoolismo.

Visite o site para ver mais fotos e conhecer mais artistas (Site: http://www.upfest.co.uk/):

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E para você ter uma ideia, veja o vídeo de uma das obras feitas no festival de 2012:

Vídeo Argumento

O projeto “Móbile Na Metrópole” foi criado por alunos e professores com a intenção de ampliar nossa perspectiva sobre a cidade de São Paulo e nos levar a novas experiências, que nos tornem verdadeiros cidadão ativos. O tema do projeto este ano é as (in)tolerâncias presentes na cidade, um assunto bastante contundente na Metrópole do caos. A avaliação final do projeto consiste em realizar um mini documentário, que está sendo construído aos poucos por meio de pesquisas realizadas pelo grupo. Neste vídeo argumento explicamos um pouco sobre nosso tema para o trabalho final. Acompanhem-nos!

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

HTTP://WWW.SCIELO.BR/SCIELO.PHP?SCRIPT=SCI_ARTTEXT&PID=S0103-40142004000100020 HTTP://WWW.USP.BR/AGEN/REDE495.HTM

HTTP://REPOSITORIO.UNB.BR/BITSTREAM/10482/2769/1/DISSERTA%C3%A7%C3%A3O%20WALDEMIR%20ROSA.PDF

HTTPS://WWW.UFMG.BR/DIVERSA/17/INDEX.PHP/CULTURA/A-RUA-COMO-TELA-E-PALCO

HTTP://BDM.UNB.BR/BITSTREAM/10483/3824/1/2011_JOANAGONCALVESVIEIRALOPES.PDF

HTTP://WWW.LUME.UFRGS.BR/BITSTREAM/HANDLE/10183/54320/000855538.PDF?..1

MÚSICA POR: HELENA VERRI (em Garage Band)

IMAGENS FEITAS PELO GRUPO

“Uma noite em Sampa” e o medo na sociedade moderna

Ei galera! Esse domingo viemos anunciar um filme que lançou no Brasil no dia 26 de maio chamado “Uma noite em Sampa”, do diretor Ugo Gioretti. Ele trata de um grupo de pessoas da elite paulistana que sai de uma peça de teatro e acaba ficando preso dentro de um ônibus, tendo de observar a noite na capital. O mais interessante é que são pessoas que saíram de São Paulo em busca de uma vida mais segura e confortável.

A partir desse filme fizemos duas reflexões. A primeira diz respeito ao tratamento perante o desconhecido na capital. Como vimos em algumas dicussões, a partir do texto de Edgar Allan Poe, “O homem na multidão”, há uma associação direta com aquele que foge de um padrão e o criminoso e marginal. Assim, o filme explica o por quê os de classe mais alta sentem tanto medo dos moradores de rua, ao ficarem dentro do ônibus.

Outra reflexão diz respeito ao medo como forma de controle social. Atualmente, é comum nos depararmos com Estados que promove o medo na população, alterando suas experiências sociais e, consequentemente, a consciência social. É uma maneira de manter todos visando uma realidade aparente, alienados dentro de um sistema. No filme, segundo o diretor, o medo representa essa elite que se cega perante o mundo real, vendo apenas moradores de rua, já mencionados, como vilões da história.

O filme está passando na Reserva Cultural aqui, em São Paulo, na Av. Paulista.

Aqui vai uma entrevista que ocorreu com o diretor do filme no programa Metrópolis, da TV Cultura.

Aproveitem esse restinho de domingo!