As aparências enganam

Thiago Teixeira – 19/05/16

No segundo dia de nossa “viagem”, visitamos uma ocupação e, logo em seguida nos dirigimos ao Edifíco Copan, onde tivemos uma privilegiada vista da selva de concreto que habitamos. Depois disso, almoçamos em um delicioso restaurante grego, o Acrópole, e partimos para a SP Cia. de Dança. Lá, assistimos aos ensaios de bailarinos profissionais e aprendemos mais sobre quem escolhe a dança como profissão. Após essa incrível experiência, fomos à Casa do Povo, onde passei a conhecer mais sobre o trabalho que é feito lá e sobre arte contemporânea, mas foi no meio destes aprendizados, que passei por uma experiência que marcará minha vida.

Bailarinos da SP Cia. de Dança

Foto de: http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/0,,EMI209339-17356,00-PROFISSAO+BAILARINA+A+ARTE+VIROU+HIT.html

Após conversarmos com um dos responsáveis de lá, ele decidiu nos mostrar o auditório que havia embaixo do prédio, neste momento, imaginei que seria algo pequeno, já que o prédio não parecia ser muito grande visto de fora ou de dentro. Mas foi aí que me surpreendi, descemos uma pequena escada em que não havia nem luz, por isso tivemos que utilizar as lanternas dos celulares para enxergarmos, e chegamos ao tal auditório. Era gigantesco e estava abandonado havia bastante tempo e foi aí que comecei a refletir.

Percebi que as aparências não só enganam, mas enganam muito e que quando vemos algo que parece pequeno ou impotente, temos que pensar que dentro dele pode haver uma grandeza de tamanho inimaginável. Esses pensamentos foram extremamente impactantes para mim, já que eu havia comprovado isso na “pele” e os carregarei comigo para o resto de minha vida.

 

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Intervenção Urbana

LUCA COIMBRA

O terceiro dia foi com certeza o mais marcante da viagem, foi o dia em que fizemos as intervenções urbanas.

Meu grupo resolveu que iríamos entregar flores e cartões para pessoas na rua para demonstrar que ainda existe amor e boas pessoas em São Paulo. Decidimos fazer isso na região do cruzamento da rua Augusta com a rua Oscar Freire.

Entregar as flores e ver o sorriso das pessoas já era um sentimento incrível, mas com uma senhora perto do ponto de ônibus foi diferente. Após entregar as flores e o cartão a senhora me perguntou: “Menino, eu posso te dar um abraço?” e eu respondi que sim. Durante aquele abraço eu senti que fiz o dia daquela senhora feliz, com uma pequena atitude, eu deixei uma pessoa em estado de extrema felicidade, e  me retribuindo o favor com aquele abraço. Esse tipo de coisa, não dá pra descrever, posso apenas dizer que foi inesquecível.