Louvre que nada: queremos Art 42

Oi pessoal, boa noite! Hoje vimos uma reportagem super bacana a respeito de um novo museu de arte urbana, o primeiro na história, que abriu recentemente em Paris. Ele engloba 150 trabalhos, como o de Banksy, o tão polêmico grafiteiro britânico (se você não se lembra quem ele é, veja esse post sobre o festival onde seu trabalho foi exposto: Upfest).

A construção desse museu parte de vários acontecimentos na cidade onde a arte urbana tomou conta da arte clássica, como na vez em que o Louvre foi alvo de uma exploração urbana, ou mesmo quando vários grafiteiros tomaram as paredes na Vila Medici.

Alguns especialistas veem esse surgimento e afloramento da arte urbana como um aburguesamento da arte, ao torná-la mais acessível a um público popular e menos elitista.

O museu visa não apenas juntar a visão transgressora do street arte, essência intensamente explorada nos anos 60 e 70 nos EUA, como também mostrar como esta está ligada a trabalhos em ateliês e exposições.

Ainda que esse seja um grande passo tomado pelos artistas, muitos dizem que, em termos de reconhecimento, há muito ainda do que esperar. Há certa rejeição por parte das instituições, porém estas deveriam perceber que o grafite deixou de ser a “arte do terreno baldio “para tomar conta dos muros de todas as metrópoles mundiais.

Ainda que estas obras estejam cercadas de quatro paredes, todos os artistas reconhecem que a inspiração ainda vem da rua, e de lá nunca sairá. O que lhes resta é esperar que suas ações sejam completamente legalizadas pelos diversos governos ao redor do mundo para poderem livremente aproveitar deste espaço.

Fonte das imagens:

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Galeria Olido e o rap

Oi galera! Como vão vocês? Saiu recentemente uma notícia que nos alegrou muito, que dizia que a Galeria Olido (que fica no centro) vai trazer para o públcio 12 shows do rapper Fabio Brazza e da banda Social Samba Fino, misturando os dois ritmos em músicas com muito gingado e dança!

O samba será responsável por trazer o que tem de mais tradicional, com os clássicos antigos de Noel Rosa e Cartola, ainda que estes ganhem um estilo um pouco mais moderno na sua reprodução.

O rap será o responsável por trazer uma pegada um pouco mais atual, tratando de temas bastante interessantes como o machismo, racismo, etc.

O gran finale será a rima de improviso que teremos com os artistas no show!

Para mais informações:

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Fonte imagens:

 

Enivio e a valorização das origens

Paulistano de 28 anos, vindo do Grajaú na zona sul da cidade, Enivio foi aquele cara que desde a infância teve contato com a arte de rua. Começou como uma brincadeira de menino, e hoje virou uma de suas profissões. Enivio é também sócio e fundador da galeria na Vila Madalena chamada A7ma, atuando como curador e fomentador de eventos.

Assim como grande parte dos grafiteiros, Enivio também vivenciou intolerâncias em relação ao seu grafite nas ruas de São Paulo. Por exemplo, teve um de seus grafites apagados na Avenida Paulista por estudantes de Medicina da USP, para a divulgação de uma festa. Veja o que o artista disse a respeito: “Esses estudantes fazem isso há anos, mas acho bobo usar o espaço para divulgar uma festa, enquanto estão rolando tantas coisas na cidade em questão de política e meio ambiente. Faz mais de dez anos que pinto ali e já tive meu trabalho apagado duas ou três vezes por causa do mesmo evento.”. 

Ainda também numa entrevista para a Revista Veja, Enivio comentou sobre a constante criminalização do grafite em São Paulo: ” A arte de rua está com tudo em São Paulo. A prefeitura está aceitando esse momento, e a polícia está ciente do que é o grafite. Mesmo assim, quando ocorre uma denúncia, tem abordagem. Nesta semana, eu estava pintando na Avenida 23 de Maio em horário de pico e uma pessoa passou e gritou, me xingando. Eu estava concentrado, é uma avenida perigosa. Com o susto, fui virar para ver o que estava acontecendo e torci meu joelho. A pessoa vê a ação, com o spray na mão e não imagina o trabalho final. Depois eles vão passar e achar o desenho legal, mas muita gente não entende o processo.”. Além disso, Enivio disse algo que nos chocou bastante, por ser verdade: as pessoas hoje têm medo de encarar a cidade como ela é, com grafites por toda parte.

Enivio é caracterizado por retratar em seus desenhos meninos das ruas, da periferia, remetendo a sua infância no Grajaú. Valoriza muito, portanto, as suas origens. 

Veja o vídeo abaixo que relata um pouco o dia-a-dia do grafiteiro:

A intolerância para Leandro Karnal

Olá pessoal! Hoje tivemos uma aula de Filosofia a respeito da tolerância e intolerância associada ao recebimento contínuo de informação no mundo atual. Sabemos, fiquem tranquilos, que esse tema não parece ser tão simples! Mas o historiador Leandro Karnal, com uma entrevista feita ao jornal NH, facilitou isso pra gente!

A primeira parte da entrevista que achamos interessante para discutirmos foi a qual ele mencionou dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. A passiva seria aquela na qual as pessoas dizem respeitar as divergências. A ativa é quando as pessoas, além de entenderem as diferenças, acreditam que um ambiente com maior diversidade é realmente o melhor para se ter. É, como Karnal disse, “ter a diversidade como princípio“.

Outra análise bastante interessante foi quando o historiador encaixou esse tema dentro do mundo tecnológico e digital de hoje. A internet é, por exemplo, uma ferramenta que impulsiona as pessoas a intervirem com suas opiniões. Isso porque ela dá a ideia de “falsa formação”.

Como assim? Bom, hoje em dia é bastante comum as pessoas confundirem conhecimento com a quantidade de informação recebida. Portanto, basta todos nós termos acesso a uma série de banco de dados para nos considerarmos formados e mestres em diversos temas. Porém, como sabiamente diz Karnal, “não é porque toda a literatura está disponível na internet é que nos tornaremos escritores e críticos, ou bom leitores”. Assim, com essa ideia concebida de que temos todo o conhecimento do mundo, nem pensamos duas vezes: já metralhamos os outros com nossas opiniões pré-concebidas e mal fundamentadas.

É aí que surge a intolerância. Dentro de uma bolha de ignorância que prende as pessoas em uma zona de conforto. Ficando difícil, assim, sair desse mundo de opiniões alheias e discordâncias profundas.

O que concluímos a respeito de tudo isso foi que nós precisamos de mais humanidade dentro de nós. É preciso parar de classificar as coisas e dar sua opinião imediata só por ter informação. É preciso ouvir, respeitar, tolerar. Sejamos aqueles tolerantes ativos. 

Veja abaixo o trecho da entrevista com Leandro Karnal:

 

Projota e a intolerância

Oi gente, tudo bom? Hoje viemos aqui falar sobre uma entrevista que o rapper Projota deu ano passado, publicada no site http://www.heloisatolipan.com.br/musica/projota-analisa-o-rap-vai-contra-a-reducao-da-maioridade-penal-fala-de-drogas-e-racismo-a-gente-sente-que-e-tratado-diferente/. Vindo da Zona Norte de São Paulo, o MC começou compondo rock e, somente aos 15 anos, entrou em contato com o CD dos Racionais MC’S e se apaixonou pelo rap.

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(Clique aqui para a fonte da foto)

Segundo o rapper, no início de sua carreira, marcado por ele ganhando batalhas de improviso, a grande dificuldade que teve era ganhar dinheiro para sustentar-se. Muita pouca gente, segundo ele, colaborava para seu futuro como artista. Gravava suas músicas no seu próprio computador, por exemplo.

Além da dificuldade financeira, o racismo pelo qual ele e outros amigos passam é, infelizmente, algo bastante real. Segundo ele, quando ainda ia para a faculdade, pegando o ônibus vazio, nunca conseguia ter alguém que sentasse ao seu lado. Todos os dias. Hoje, felizmente, com seu reconhecimento estrondoso, o cantor já não passa por tantos perrengues. Ainda assim, ele disse na entrevista: “A gente sente que é tratado diferente“.

Por fim, uma última parte interessante da conversa com Projota foi quando o entrevistador perguntou como ele se sentia com uma parte da população tendo preconceitos com o gênero rap. Muitos, segundo este, acham que é para vagabundos e maconheiros. Projota respondeu que sim, ainda existe o preconceito, ainda que ele seja mal fundamentado, pois ele e muitos outros rappers como Emicida e Marechal, não fumam ou usam drogas.

Atualmente, Projota anda bastante na mídia. Isso porque compôs a música tema das Olimpíadas, junto com Thiaguinho, chamada “Alma e Coração”. Veja abaixo o clipe:

 

 

Dica cultural: fim de férias!

Oi pessoal! Como toda sexta-feira à tarde, viemos aqui dar algumas dicas para todos nós aproveitarmos ao máximo este último final de semana de férias! Isso mesmo, o descanso está acabando, infelizmente. Nada como boas exposições e passeios pela cidade! Vejam abaixo:

Exposição “Eu amo São Paulo”– Uma exposição fotográfica que reúne fotos de profissionais e amadores desafiados a registrarem o seu olhar sob a metrópole! Reunindo 507 imagens, houve uma verdadeira representação do que é a cidade em que moramos: pulsante, tendo na diversidade a sua grande beleza. Veja as informações abaixo sobre o evento:

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Retirada do site: http://www.guiadasemana.com.br/evento/artes-e-teatro/eu-amo-sao-paulo-shopping-center-3-28-07-2016

Exposição “Atlas Fotográfico da Cidade de São Paulo”– Com 203 imagens de Tuca Vieira, este evento busca retratar a expansão territorial da cidade e as suas distintas faces que a tornam única. Veja abaixo mais informações:

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Retirada do site: http://guia.uol.com.br/sao-paulo/exposicoes/detalhes.htm?ponto=atlas-fotografico-da-cidade-de-sao-paulo_4106349786

Grafitti em Celofane, Sesc – Ao longo de quatro cidades, como Itaquaquecetuba, Diadema, São Caetano do Sul e Mauá, grafiteiros espalharam painéis de celofane que buscam a reflexão a respeito a apropriação do espaço público pelas artes visuais, tal como o grafite. É a conquista da cidadania por meio das artes. Veja abaixo mais informações:

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Retirada do site: http://www.sescsp.org.br/programacao/97053_GRAFFITI+EM+CELOFANE
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Retirada do site: http://www.sescsp.org.br/programacao/97053_GRAFFITI+EM+CELOFANE

 

Keith Haring e o grafite primitivo

Keith Haring (1958-1990), americano, jovem, indomável. Atualmente, é visto como um grande artista gráfico, iniciando seus trabalhos mais reconhecidos com o grafite nova-iorquino. Tudo isso muito ligado ao que ele foi também paralelamente: um ativista. 

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Keith Haring. Fonte: http://www.theage.com.au/content/dam/images/1/3/h/w/9/n/image.related.articleLeadwide.620×349.13hw75.png/1424227412175.jpg

Keith iniciou seus estudos com um curso de design gráfico, mas acabou mudando-se para a Nova Iorque dos anos 80 e foi fortemente influenciado por todos os grafites que havia nos muros. Após se matricular na School of Visual Arts, Haring começa a ganhar um certo reconhecimento quando pintou com giz as paredes do metrô nova-iorquino. Para vocês, leitores, terem uma ideia, outros grandes amigos de Keith Haring nesse momento eram Jean-Michel Basquiat (que tratamos neste post aqui: Agradecimentos à Basquiat) e Kenny Scharf. Todos eles tinhama algo em comum: apreciavam a arte transgressora e colorida que era o grafite nas paredes e muros.

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Haring e Basquiat – dois grandes amigos. Fonte: https://applesandazaleas.files.wordpress.com/2013/01/haring-basquiat.jpg

Dizem que Keith Haring foi logo reconhecido como artista pela sua arte com linhas rígidas e cores fortes, levando a todos um otimismo e energia positiva que nunca ninguém teria imaginado colocar nas ruas de Nova Iorque. Em 1986, quis que sua arte ficasse mais acessível ao público, abrindo assim uma loja com camisetas, pôsters, chamada Pop Shop in New York City’s Soho. 

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Uma das obras de Keith Haring. Fonte: http://cdn-homolog.editoraglobo.com.br.s3.amazonaws.com/lospantones/files/2012/05/keith_haring.png

E como a ocupação de ativista se encaixa nesse mundo que viemos descrevendo até agora? Bom, como muitos sabem, assim como Basquiat, Keith aproveitou a arte de rua para refletir a respeito de diversos temas da época. A homossexualidade foi um deles. Keith Haring assumiu-se homossexual e, a partir de então, mostrava em suas obras esse universo tão pouco conhecido na época.

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Umas das obras de Haring, tratando sobre a homossexualidade. Fonte: http://foundationblog.haring.com/wp-content/uploads/2015/06/Heritage_of_Pride_logo.jpg

Keith acabou morrendo por complicações com a doença que estourou nos anos 80: a AIDS. Antes de morrer, criou uma Fundação para ajudar as crianças vítimas de AIDS, chamada Keith Haring Foundation. Como um bom ativista, ele lutou muito para espalhar os perigos que a doença trazia às vítimas.

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Tributo ao artista em Houston Bowery Wall. Fonte: http://d2jv9003bew7ag.cloudfront.net/uploads/Keith-Haring-Houston-Bowery-Wall-Tribute.-photo-theredlist.jpg

Upfest

Ei galera! Bom dia! Recentemente, vimos em nossos snapchats que rolou um dos maiores festivais de street art do mundo nos últimos três dias (23,24 e 25 de julho). É o chamado Upfest, conhecido como o maior festival europeu de grafite e street art com mais de 300 artistas que passeiam por várias ruas de Bristol, Bedminster e Southville, no Reino Unido, grafitando e pintando. E como todo festival, além de você ver os artistas em ação, há palcos com música boa, venda de produtos de arte e workshops para o público aprender um pouco também da técnica dos artistas.

Entre os artistas desse ano tivemos Cheba, Fin DAC, SHOK-1 e muitos outros, como o brasileiro LM7!

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Obra feita por LM7. Foto tirada de: https://www.theguardian.com/artanddesign/gallery/2015/jul/27/upfest-2015-street-art-graffiti-festival-in-pictures

Bristol, uma das cidades por onde passam os artistas, é famosa por ser o local onde o pioneiro em street art Banksy nasceu.

O mais legal é que grande parte do dinheiro arrecadado com o festival vai para uma organização chamada Nacoa, que dá assistência às crianças com pais envolvidos com o alcoolismo.

Visite o site para ver mais fotos e conhecer mais artistas (Site: http://www.upfest.co.uk/):

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E para você ter uma ideia, veja o vídeo de uma das obras feitas no festival de 2012:

“Uma noite em Sampa” e o medo na sociedade moderna

Ei galera! Esse domingo viemos anunciar um filme que lançou no Brasil no dia 26 de maio chamado “Uma noite em Sampa”, do diretor Ugo Gioretti. Ele trata de um grupo de pessoas da elite paulistana que sai de uma peça de teatro e acaba ficando preso dentro de um ônibus, tendo de observar a noite na capital. O mais interessante é que são pessoas que saíram de São Paulo em busca de uma vida mais segura e confortável.

A partir desse filme fizemos duas reflexões. A primeira diz respeito ao tratamento perante o desconhecido na capital. Como vimos em algumas dicussões, a partir do texto de Edgar Allan Poe, “O homem na multidão”, há uma associação direta com aquele que foge de um padrão e o criminoso e marginal. Assim, o filme explica o por quê os de classe mais alta sentem tanto medo dos moradores de rua, ao ficarem dentro do ônibus.

Outra reflexão diz respeito ao medo como forma de controle social. Atualmente, é comum nos depararmos com Estados que promove o medo na população, alterando suas experiências sociais e, consequentemente, a consciência social. É uma maneira de manter todos visando uma realidade aparente, alienados dentro de um sistema. No filme, segundo o diretor, o medo representa essa elite que se cega perante o mundo real, vendo apenas moradores de rua, já mencionados, como vilões da história.

O filme está passando na Reserva Cultural aqui, em São Paulo, na Av. Paulista.

Aqui vai uma entrevista que ocorreu com o diretor do filme no programa Metrópolis, da TV Cultura.

Aproveitem esse restinho de domingo!

 

Dica cultural: Show do Emicida

Galera! Essa sexta-feira, no Audio Club, teremos o show do rapper Emicida com vários outros convidados especiais, comemorando os 7 anos do Laboratório Fantasma, uma super produtora e gravadora de diversos outros artistas (hoje sendo uma coletivo de amantes da arte urbana também!). Dentre os convidados temos Seu Jorge, Rael, Fioti, Rashid, entre outros.

Emicida busca neste show apresentar o seu mais novo álbum,”Sobre Crianças, quadris, pesadelos e lições de casa”, peculiar por transitar entre as vertentes musicais africanas e brasileiras.

Certamente será um show e tanto!

Agora vamos às informações mais práticas:

  • Quando – 3 de junho
  • Onde – Audio Club na Av. Francisco Matarazzo 694, Água Branca.
  • Quanto – 60 reais.
  • Onde comprar – Telefone 2027-0777 ou site Ticket 360 (link:www.ticket360.com.br)
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Fonte: http://sobrevivaemsaopaulo.com.br/2016/05/16/emicida-recebe-convidados-em-show-na-audio-club/