O grupo

Oi galera! Viemos aqui falar sobre o grupo de trabalho do projeto. Como estamos chegando ao fim desse processo, nada melhor do que tratar do verdadeiro motor que tocou o Móbile na Metrópole para frente.

Considerando o ano inteiro, todos nós acreditamos que o grupo amadureceu muito devido a pequenas experiências que todos sofreram,que interpretaram de formas diferentes, e contribuíram para a construção do nosso projeto. No início, ainda estávamos pouco enturmados, até pelo fato de que dois de nossos integrantes eram novos na escola. Porém, como sabíamos que nada ocorreria se não nos ajudássemos, logo criamos intimidade e fizemos o que deveria ser feito. E que resultado. Mentes tão diferentes porém tão complementares entre si. Não foi à toa que nosso grupo foi um dos primeiros a já ter o tema pronto e vários pensamentos flutuantes sobre o que poderia ser o tão esperado minidoc.

Acreditamos que o que mais contou para o nosso grupo foi a criatividade de cada participante. Cada um com seu jeito peculiar contribuiu o suficiente para, por exemplo, montarmos esse blog do jeitinho que queríamos. A ideia de colocarmos a rádio ou o Cine PC vieram dos nossos interesses semelhantes por música e cinema. Tudo acabou convergindo em ideia incríveis por termos também tantas afinidades. Afinidades estas que fomos conhecendo ao longo do ano, enriquecendo o trabalho.

Além disso, o grupo trabalhou muito bem entre si, sem brigas ou discussões. Todos de certa maneira contribuíram para criar um projeto excelente, com força de vontade. Todos estavam mergulhados no Móbile na Metrópole. E, portanto, fluiu tudo muito bem.

No entanto, não podemos deixar de dizer que houve certas discordâncias entre o grupo, principalmente durante a confecção do minidoc. Como o processo de edição era trabalhoso e muito cansativo, nós acabamos ficando de “saco cheio” do projeto, diminuindo aquilo que mais nos movia: a força de vontade de participar. Teria sido diferente caso o minidoc fosse um projeto, por exemplo, desde o início do Móbile na Metrópole, pois assim teríamos entrado com garra para fazê-lo da melhor maneira possível, e mais: teríamos tempo suficiente para elaborar um vídeo ainda mais completo.

Temos, por fim, sugestões para a criação dos grupos ano que vem: primeiramente, achamos que, ainda que nos tornamos muito amigos e criamos uma intimidade, seria legal poder criar grupos com pessoas de salas diferentes porque assim compartilharíamos ainda mais experiências diferentes que viriam de dentro da própria sala. Sabemos que é difícil porque muitas das aulas são feitas com o grupo. Porém, não achamos que faria tanta diferença estarmos ou não reunidos nesse momento. Além disso, seria bom fazermos esse tipo de post a cada bimestre ou semestre, para sentirmos mais de perto a evolução do grupo e da nossa intimidade. Certamente iria ser engraçado comparar os posts de meses atrás com os de agora, percebendo a evolução e amadurecimento de todos.

 

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Instrumentos de Avaliação

Oi gente! Viemos neste post tratar um pouco sobre um aspecto mais objetivo de nosso projeto: os instrumentos de avaliação. Sim, nem tudo são flores! Esse último semestre tivemos como forma de avaliar nosso desempenho duas ferramentas: o blog (este que vocês estão lendo) e o mini-documentário (postado neste post MINIDOC, caso alguém não tenha visto).  Portanto, se preparem que esse post será mais objetivo e menos reflexivo!

Considerando primeiramente o blog, todos do grupos achamos este como sendo a melhor maneira de avaliar. Primeiramente porque, querendo ou não, é legal vir aqui e escrever no blog. Sim, fugimos da rotina. Segundo, desenvolvemos ainda mais nossa habilidade de escrita, porém não precisamos ser extremamente formais como nas redações. Terceiro e último: não são tarefas complicadas de fazermos ou muito complexas que exigem nossa intensa dedicação, como no minidoc. São tarefas curtas e prazerosas. Portanto, achamos que foi uma maneira bem justa de avaliar o desempenho do grupo: para nós foi bom e dava para perceber a dedicação e esforço do grupo.

No entanto, temos algumas ressalvas. No início do ano, quando tivemos que montar o blog, ficamos muito perdidos, ainda que tivéssemos várias fontes para consultar e pesquisar. Achamos, como sugestão, que seria interessante reservar uma aula para aprendermos passo a passo como mexer no blog, postar, inserir imagens, e outros recursos estilísitcos legais. Muitos grupos, apenas no meio do projeto, souberam de instrumentos interessantes que eles poderiam ter usado durante todo o começo do ano. Confessamos que não foi um início fácil.

Além disso, pensamos que o endereço do blog é muito complexo, ainda que sabemos que seja para facilitar as correções. Porém, muitos familiares pediam para ver nossos posts e o design do blog e era muito complicado mostrar para eles, dificultando um acesso mais recorrente de outras pessoas que não são nem do grupo nem do  núcleo de professores.

Considerando agora o minidocumentário, também achamos que foi um interessante instrumento de avaliação. Achamos importante vocês, professores, nos colocarem numa posição de desconforto perante a edição de vídeo, entrevistas, etc. São coisas que teremos que vivenciar um dia na vida. Além disso, o ganho que tivemos com tais experiências foi incrível. Sem falar que é uma boa maneira de ver a marca-registrada de cada grupo, pois certamente documentários muitos distintos foram feitos e muito legais também.

Porém, temos alguns pedidos. Primeiramente, achamos que o processo de escrita do roteiro foi pouco trabalhado em aula. Sabemos que tivemos nas aulas de literatura um espaço para ver outro documentário e mais uma ficha para desenvolvermos nossa linha de raciocíno, no entanto em poucos momentos os professores guiaram os alunos sobre como, por onde e quando começar. Certamente, depois que começamos, é mais fácil desenvolver. Entretanto, acreditamos que estava tudo muito vago no início. Alguns podem dizer que desenvolveria nossa autonomia, porém acreditamos que não foi eficiente no sentido de que desenvolveríamos muito melhor esta habilidade caso um ponto de começo nos fosse dado para deslanchar o projeto. Uma opção seria mostrar desde o início os critérios de correção e o que deveria ter no minidoc, para já partirmos de premissas.

Além disso, o processo de edição de vídeo requer uma mínima habilidade com editores como Imovie e Premium Adobe. Um grupo que não possui nenhum tipo de experiência fica prejudicado. Ainda que houvesse os plantões de edição, quando fomos neste, achamos que estes realmente poderiam ter sido melhor aproveitados. Primeiramente, os grupos vem com dúvidas muito pontuais sobre seus projetos e não temos tempo de discutir tudo com todos, deixando alguns desfalcados. Segundo, há a presentação de um outro programa de edição que realmente seria bom, se não fosse pelo fato de que já tínhamos começado a editar os vídeos semanas antes e que é realmente difícil de baixá-lo (levamos alguns dias).

Como sugestão, levaríamos em conta algum tipo de aula que pudesse dar o ponto de início do projeto, orientando melhor o roteiro e o que deveria ser abordado sem falta no minidoc (a ficha dos critérios de correção foi disponibilizada um pouco tarde). Além disso, considerando os plantões, acreditamos que seria mais proveitoso algo mais oficial no início do semestre, que ensinasse de fato a usar um programa, e no final do mês um plantão para dúvidas mais pontuais.

Portanto, essas seriam algumas dicas e apontamentos referentes aos instrumentos de avaliação.

2° Mostra de Minidocs MNM

Oi gente! Bom, viemos todos aqui num post contar um pouco melhor como foi a 2 Mostra de Minidocumentários do Móbile na Metrópole exibida sábado, dia 29/10, no Cinema Belas Artes, em São Paulo. Nosso minidoc foi um dos 11 selecionados para aparecer na Mostra e, portanto, aparecemos em peso para prestigiar nosso trabalho e de todos os outros que participaram do projeto.

Era de manhã, às 9h30. Todos com cara de sono, mas felizes de poder passar um tempão num dos cinemas mais antigos e tradicionais de São Paulo, com um filme nosso passando nas telas. Foi bom também encontrar todos que partilharam vivências conosco durante esse ano com o projeto. Ainda que fosse um fechamento, a sensação era de dever cumprido e satisfação com os resultados finais.

Ver todas as famílias reunidas também foi muito interessante. Muito legal conhecer um pouco melhor de cada um, num ambiente fora da escola, não falando apenas dos alunos, mas também professores, monitores, e todos que alguma vez haviam estado conosco dentro do ambiente escolar.

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Fonte: https://linhaslivres.files.wordpress.com/2014/01/belas-artes-1.jpg

Foi quando sentamos nas cadeiras almofadadas e já gastas do cinema que percebemos o real valor que nosso trabalho estava recebendo. Não apenas nosso, mas de todos os alunos.

Cada minidoc foi um olhar da cidade muito peculiar e muito fascinante. Todos muito diferentes entre si. Aprofundando ainda mais o tema da intolerância que permeou nosso ano. As edições também foram bastante distintas, porém todas muito bem feitas e com certeza trabalhosas. O mais interessante foi podermos perceber a variedade de assuntos que podemos tratar sobre São Paulo que nós não temos conhecimento algum, porém podem ser muito aprofundados. O movimento dos secundaristas, por exemplo, ou mesmo a ideia dos patrimônios históricos na cidade sendo desvalorizados, são tópicos de extrema importância, atuais e que nós não tivemos tanta aproximação (até vermos os minidocs).

Dentre todos os incríveis minidocs, que com certeza representavam uma pequena parcela de todo o projeto em si, chamou nossa atenção alguns deles. Primeiramente, o vencedor da Mostra, chamado “Ditadura Barbie”. Foi um minidocumentário que tratou da padronização da beleza da mulher na cidade, conseguindo expressar efetivamente todo o sofrimento pelo qual as mulheres passam diariamente tentando se encaixar num rótulo. Foi emocionante. Os relatos das mulheres coletados, as explicações teóricas, e a presença disso no nosso dia-a-dia foram muito bem explorados. As meninas do grupo estão de parabéns por tratarem de um assunto tão importante de uma maneira muito inteligente.

Veja aqui o minidoc delas:

Além disso, o documentário sobre a Avenida Paulista, do grupo inclusive de nossa sala, nos impressionou. O tanto que puderam falar de uma única avenida… Foi impressionante! Realmente, o ícone de São Paulo merecia essa devida atenção que lhe deram, explorando aspectos históricos, culturais e sociais que permearam a rua. Sem falar na edição, que foi impecável, e pareceu que estávamos vendo um filme de grandes diretores.

Outro minidoc que chamou nossa atenção foi sobre a Primavera Secundarista, cujo título também foi bastante criativo. Trataram de um tema atual e importante, com protagonistas muito próximos de nós: compartilham da mesma idade. Foi chocante entrar com uma realidade tão dura porém admirável de pessoas que não são tão diferentes de nós, se pensarmos bem. Gerou bastante reflexão.

Por fim, o minidocumentário apresentado sobre o projeto em si nos trouxe um sentimento nostálgico e acendeu de novo a sensação do mergulho dentro da cidade durante o estudo do meio. Lembramos o quanto aprendemos nesses três dias e o quanto eles efetivamente mudaram nosso olhar sobre nós e sobre a cidade. Deu saudade. Mas também deu alegria por termos passado por isso. E além: por termos a oportunidade de lembrarmos disso com todos que estiveram ali durante a viagem.

Acreditamos que a ideia de passar os minidocumentários como fechamento do projeto no Cinema foi incrível. Nada melhor do que finalizar o ano voltando um pouco à “rotina Móbile na Metrópole”, saindo da bolha em que vivemos. Por isso, valeu à pena termos ido e prestigiar os trabalhos de pessoas que se empenharam tanto, e assim como nós, se recompensaram com muitos ganhos. Ganhos que pudemos de fato refletir sobre nesse sábado de manhã.

 

Posfácio.

Luca Coimbra –

O que dizer do projeto Móbile na Metrópole? Hoje saio de casa e me encontro frente a uma cidade inteiramente nova, não por que ela mudou, mas sim porque eu mudei. O projeto me deu a oportunidade de conhecer  São Paulo em suas entranhas, conhecer lugares e pessoas que não apareceriam no meu cotidiano ou na minha programação de lazer, me mostrou que a capital Paulista é um universo a ser descoberto, basta ser um aventureiro.

Além dos aspectos relacionados a cidade, tenho que dizer que o projeto é… denso. Quero dizer, é um projeto em que é necessário se entregar de corpo e alma para que haja resultado e se isso ocorre, nossa! Que resultado! Além da satisfação usual de trabalho bem feito, não se entrega um papel com textos e mais textos e sim um blog e um mini documentário, este que ainda é exibido em cinema algumas semanas depois da entrega. Acho que posso dizer que o projeto é a prova de que dedicação e trabalho são muito gratificantes.

O tema do meu projeto ainda me fez adquirir muito conhecimento sobre um tema que é um dos meus preferidos, que é o grafite e o hip-hop/RAP, e também me deu a oportunidade de conhecer pessoas do meio como o grafiteiro conhecido como Binho e o músico Evandro Fióti que são pessoas as quais eu admiro muito.

Posso confirmar que saio do projeto uma pessoa melhor e mais íntegra a minha cidade. Mesmo com os meses de estresse e de dores de cabeça tentando procurar a melhor maneira de fazer o Móbile na Metrópole, acredito que tenha tudo valido a pena. Além de tudo, só tenho a agradecer aos meus professores e colegas de grupo que estiveram sempre disponíveis quando precisei de ajuda ou houve algum contratempo, vocês me proporcionaram uma experiência incrível.

Metrópole Universo

Thiago Teixeira –

Hoje, quando me olho no espelho, não vejo a mesma pessoa que eu via começo do ano. Mal sabia eu, há alguns meses atrás, o quanto eu desconhecia da cidade onde eu moro. Eu sabia que a cidade ia muito longe daquilo que eu estava acostumado, mas o que eu não sabia era o quão longe São Paulo iria.

No início, eu esperava que o Móbile na Metrópole seria um projeto no qual a escola nos mostraria um pouco mais sobre a cidade de São Paulo, nos tirando da bolha em que vivemos e mostrando as diversas realidades que cada paulistano vive. Mas hoje, na reta final do projeto, sinto que o real objetivo deste era não de nos mostrar as realidades de cada paulistano, mas sim de nos mostrar que é impossível conhecer todas essas, pois são muitas, tantas que não existe uma pessoa no mundo que conheça todas. Cada paulistano é diferente, e vive uma realidade diferente dos outros, criando assim, uma cidade que já deixou de ser cidade, é agora uma metrópole, uma mancha urbana na qual se abriga um universo inteiro. 11 milhões de pessoas, 11 milhões de vidas, de rotinas, de personalidades e de realidades.

Portanto, hoje quando me olho no espelho, vejo um homem que sabe que é só um pontinho em 8000 km² de concreto e tinta, um homem que ao ver um grafite em um muro, sabe que aquilo é arte, uma tatuagem nos muros de uma cidade que nunca dorme, cujos batimentos do coração se mostram no rap, música que antes eu via como palavras com ritmo e hoje vejo como poesia e crítica. Ou seja, um homem diferente do Thiago de um ano atrás. E isso graças ao móbile na metrópole que deixou em mim uma experiência inesquecível e permanente, além de influenciar diretamente a construção da minha personalidade.

 

Ainda que difícil, recompensador

João Mello –

Chegamos ao final do projeto. Tudo mudou. Da minha relação com São Paulo às minhas amizades, por causa do Móbile na Metrópole.

No início do ano, confesso que me desesperei um pouco a respeito daquilo que pensei que seria esse trabalho. “Um trabalho em grupo, com duração de um ano, com muita liberdade para trabalhar o tema, o que eu faço? Como vou lidar com esse negócio paralelamente à escola, que já exige tanto?” pensava eu em março, quando nos foi apresentado nosso tema [(in)tolerâncias].

Com o tempo, entretanto, fui entendendo e começando a gostar do tema, de trabalhar a arte e entendê-la dentro desse contexto urbano, conseguir interpretar um grafite como algo que, além de deixar a cidade com uma aparência diferente do cinza do concreto e aço, é uma manifestação artística, contestatória. Assim como o rap, que eu não conhecia e muitas vezes repudiava, mas que com o projeto me obriguei a pesquisar e compreender para o projeto.

Não direi que esse ano e o estudo do meio mudaram a minha vida; que saí da “bolha” em que vivia ou passei a ser atuante na cidade e andar de ônibus. Não. Isso não aconteceu. Apesar disso, conheci lugares na cidade em que vivo há 16 anos que não imaginava que existiam; e pessoas também, músicos, produtores, rappers, artistas, mesmo colegas com os quais não conversava, esses sim fizeram nosso trabalho valer a pena.

O Móbile na Metrópole não é, e não foi um projeto de fácil ou tranquilo entendimento ou execução, foi muito, muito trabalhoso chegar onde chegamos. Custou muito tempo, às vezes, horas de sono, para desenvolver nosso produto final. Além disso, a importância que se dá a esse trabalho é muito grande na escola, que não alivia no conteúdo e cobra demais da gente. Quem sabe fosse melhor colocá-lo no primeiro ano.

Mas apesar dos pesares, foi gratificante chegar ao final desse processo, ver o que construí, junto a meus colegas, no que diz respeito a São Paulo. Em suma, valeu a pena.

Refletindo sobre os lucros obtidos

Ana Carolina Martins-

Oi galera! Estamos na reta final do projeto e chegou a hora de rever nossas expectativas lá do início do trabalho: Os segredos de uma Metrópole .

No post antigo eu falava que sempre tive expectativa de participar desse projeto, porém não tinha noção da dimensão deste e como ele era importante. Eu disse que apenas com as palestras de apresentação do projeto já havia ficado encantada, imaginem como eu tô agora vendo tudo o que a gente produziu…Mais que encantada, maravilhada!

No mês de março, quando o projeto tava bem no início eu falei que estava ansiosa pra conhecer melhor São Paulo e me surpreender com seus segredos. Agora, tendo passado por todo esse processo, posso afirmar que tudo isso foi transformador! Cada etapa do trabalho, pode ter certeza, mudou algo em mim! Tudo aquilo que não me animava (“Não vou mentir e dizer que estou mega ansiosa para andar de transporte público, fazer longas caminhadas e passar por lugares que considero perigosos(…)”) acabou sendo divertido e não tão puxado quanto eu pensava. Por esses meios consegui ter uma outra perspectiva sobre a cidade, que foi muito importante pra minha transformação enquanto expectadora e atuante da Metrópole. 

Ainda me parece muito estranho que vivo em uma cidade enorme e que me oferece tantas oportunidades e eu não consigo desfruta-las tão bem quanto deveria. Porém, depois desse período de transformação comecei a ter mais vontade de participar das tantas atividades que a metrópole disponibiliza. Consegui sair, mesmo que pouco ainda, da minha “bolha” e passei a visitar lugares mais distantes do que a minha rota diária.

É incrível como agora eu ando pelos lugares e relaciono com tudo o que a gente viveu durante esses meses de trabalho! Todo o conhecimento adquirido foi muito importante para a minha formação como pessoa e como cidadã de São Paulo. Sabe porque as pessoas que vivem mais perto de nós têm tanto medo das regiões mais distantes? Porque estas regiões são desconhecidas para essas pessoas, e tudo o que não é de nosso conhecimento nos causa medo e nos afasta…Por isso que esse projeto desenvolvido pela Escola Móbile é tão importante! Ele nos apresenta a cidade para acabar com esse nosso medo “do escuro”.

Reta Final

Helena Verri – 

Oi gente! Agora que entregamos noss minidoc, chegou o momento da reta final: analisar o que foi o Móbile na Metrópole e como ele de fato mexeu com nossas vidas e rotinas.

Vocês lembram do post Navegar é preciso, o primeiríssimo do blog onde eu disse as minhas principais expectativas sobre o projeto? Bem, é engraçado ver como eu, inicialmente, não tinha nenhuma animação em relação ao projeto, antes de me apresentarem ele. Foi depois de uma reunião mais formal que eu comecei a ficar mais ansiosa. Mas certamente não sabia que seria assim. Desse jeito. Com essas pessoas. Com essa cidade.

Sem sombra de dúvida, os ganhos que tive e meus aprendizados foram muito mais amplos e satisfatórios que imaginados. É impossível agora, andando de carro pelas ruas, não pensar nas pessoas que vivem em São Mateus, em cada indivíduo dentro de um ônibus, nos monges do templo budista, nos colegas do centro espírita…Em todos. Porque todos fizeram e ainda fazem parte de uma história que eu, e todos os alunos, começamos a construir com o projeto. Uma história que trabalha a relação entre eu, cidadã, e São Paulo,a cidade. E não é que ela tem um final já determinado, pelo contrário: a viagem, o estudo foi apenas o prefácio. Como eu disse no post já mencionado, navegar continua sendo preciso. E sempre será. Porque é mergulhando na cidade, cada vez mais profundamente, que enriquecemos nossa personalidade, nossas vivências, nosso ser interno. E podemos assim compartilhá-los com outras pessoas, para que todos tenham a possibilidade de aprender, conhecer, sentir o que temos.

As minhas expectativas foram supridas, e além: superadas. Com certeza a Helena de agora é uma Helena diferente da de 7 meses atrás. Obivamente que esse projeto toca as pessoas de diferentes maneiras, cada um possui uma sensação diferente. Porém, no meu caso, permeabilizou as minhas relações e aumentou a minha sensibilidade diante do cotidiano que antes parecia tão monótono e tão cinzento. Hoje eu vejo cor no cinza, e aceito a cidade como ela é, porque finalmente a conheço como é.

Portanto, foi um projeto bastante proveitoso. Definitivamente auxiliou na pavimentação de um caminho de auto-conhecimento e de enriquecimento cultural. Parafraseando o início de nosso mini-doc, foi “um projeto que fez de nós cidadãos mais ativos. Mais tolerantes”.   

MINIDOC

Pessoal! O grande dia chegou! O nosso minidoc ficou pronto, e abaixo vocês já conseguem vê-lo. Gostaríamos de dizer que, ainda que essa semana tenha sido intensa e muito desgastante, é realmente gratificante ver o produto final de tanto trabalho.

Gostaríamos de agradecer também a todos os envolvidos nesse processo, desde pais aos professores, que nos ajudaram a montar o vídeo tal como está!

Esperamos que vocês gostem, fizemos com muito carinho!

RETA FINAL DO MINI DOC

Oi galera! O post de hoje vai contar um pouco mais sobre o processo de criação do tão esperado minidoc! Tem sido bastante corrido e difícil mesclar a vida escolar com a vida de entrevistador e editor! Mas com certeza tem sido uma forma de escape da loucura que tá a escola. Conhecemos pessoas novas com ideologias tão diferentes, lugares exóticos, centros culturais. Enfim, ficamos de frente com a nossa cidade nessas últimas semanas, sem sombra de dúvida. Aprendemos a ser mais independentes também. Quem diria que ligar para pedir entrevistas seria algo tão comum depois de alguns dias? Acreditamos que, de mais importante, aprendemos a ser mais tolerantes, com a nossa cidade e com as pessoas. A respeitar as diferenças, que são muitas! Saímos um pouco do nosso mundo tão preto e branco. Bom, colocamos abaixo algumas filmagens que fizemos nesses últimos dias! Como um teaser do minidoc! Aproveitem!