Louvre que nada: queremos Art 42

Oi pessoal, boa noite! Hoje vimos uma reportagem super bacana a respeito de um novo museu de arte urbana, o primeiro na história, que abriu recentemente em Paris. Ele engloba 150 trabalhos, como o de Banksy, o tão polêmico grafiteiro britânico (se você não se lembra quem ele é, veja esse post sobre o festival onde seu trabalho foi exposto: Upfest).

A construção desse museu parte de vários acontecimentos na cidade onde a arte urbana tomou conta da arte clássica, como na vez em que o Louvre foi alvo de uma exploração urbana, ou mesmo quando vários grafiteiros tomaram as paredes na Vila Medici.

Alguns especialistas veem esse surgimento e afloramento da arte urbana como um aburguesamento da arte, ao torná-la mais acessível a um público popular e menos elitista.

O museu visa não apenas juntar a visão transgressora do street arte, essência intensamente explorada nos anos 60 e 70 nos EUA, como também mostrar como esta está ligada a trabalhos em ateliês e exposições.

Ainda que esse seja um grande passo tomado pelos artistas, muitos dizem que, em termos de reconhecimento, há muito ainda do que esperar. Há certa rejeição por parte das instituições, porém estas deveriam perceber que o grafite deixou de ser a “arte do terreno baldio “para tomar conta dos muros de todas as metrópoles mundiais.

Ainda que estas obras estejam cercadas de quatro paredes, todos os artistas reconhecem que a inspiração ainda vem da rua, e de lá nunca sairá. O que lhes resta é esperar que suas ações sejam completamente legalizadas pelos diversos governos ao redor do mundo para poderem livremente aproveitar deste espaço.

Fonte das imagens:

Posfácio.

Luca Coimbra –

O que dizer do projeto Móbile na Metrópole? Hoje saio de casa e me encontro frente a uma cidade inteiramente nova, não por que ela mudou, mas sim porque eu mudei. O projeto me deu a oportunidade de conhecer  São Paulo em suas entranhas, conhecer lugares e pessoas que não apareceriam no meu cotidiano ou na minha programação de lazer, me mostrou que a capital Paulista é um universo a ser descoberto, basta ser um aventureiro.

Além dos aspectos relacionados a cidade, tenho que dizer que o projeto é… denso. Quero dizer, é um projeto em que é necessário se entregar de corpo e alma para que haja resultado e se isso ocorre, nossa! Que resultado! Além da satisfação usual de trabalho bem feito, não se entrega um papel com textos e mais textos e sim um blog e um mini documentário, este que ainda é exibido em cinema algumas semanas depois da entrega. Acho que posso dizer que o projeto é a prova de que dedicação e trabalho são muito gratificantes.

O tema do meu projeto ainda me fez adquirir muito conhecimento sobre um tema que é um dos meus preferidos, que é o grafite e o hip-hop/RAP, e também me deu a oportunidade de conhecer pessoas do meio como o grafiteiro conhecido como Binho e o músico Evandro Fióti que são pessoas as quais eu admiro muito.

Posso confirmar que saio do projeto uma pessoa melhor e mais íntegra a minha cidade. Mesmo com os meses de estresse e de dores de cabeça tentando procurar a melhor maneira de fazer o Móbile na Metrópole, acredito que tenha tudo valido a pena. Além de tudo, só tenho a agradecer aos meus professores e colegas de grupo que estiveram sempre disponíveis quando precisei de ajuda ou houve algum contratempo, vocês me proporcionaram uma experiência incrível.

Metrópole Universo

Thiago Teixeira –

Hoje, quando me olho no espelho, não vejo a mesma pessoa que eu via começo do ano. Mal sabia eu, há alguns meses atrás, o quanto eu desconhecia da cidade onde eu moro. Eu sabia que a cidade ia muito longe daquilo que eu estava acostumado, mas o que eu não sabia era o quão longe São Paulo iria.

No início, eu esperava que o Móbile na Metrópole seria um projeto no qual a escola nos mostraria um pouco mais sobre a cidade de São Paulo, nos tirando da bolha em que vivemos e mostrando as diversas realidades que cada paulistano vive. Mas hoje, na reta final do projeto, sinto que o real objetivo deste era não de nos mostrar as realidades de cada paulistano, mas sim de nos mostrar que é impossível conhecer todas essas, pois são muitas, tantas que não existe uma pessoa no mundo que conheça todas. Cada paulistano é diferente, e vive uma realidade diferente dos outros, criando assim, uma cidade que já deixou de ser cidade, é agora uma metrópole, uma mancha urbana na qual se abriga um universo inteiro. 11 milhões de pessoas, 11 milhões de vidas, de rotinas, de personalidades e de realidades.

Portanto, hoje quando me olho no espelho, vejo um homem que sabe que é só um pontinho em 8000 km² de concreto e tinta, um homem que ao ver um grafite em um muro, sabe que aquilo é arte, uma tatuagem nos muros de uma cidade que nunca dorme, cujos batimentos do coração se mostram no rap, música que antes eu via como palavras com ritmo e hoje vejo como poesia e crítica. Ou seja, um homem diferente do Thiago de um ano atrás. E isso graças ao móbile na metrópole que deixou em mim uma experiência inesquecível e permanente, além de influenciar diretamente a construção da minha personalidade.

 

Ainda que difícil, recompensador

João Mello –

Chegamos ao final do projeto. Tudo mudou. Da minha relação com São Paulo às minhas amizades, por causa do Móbile na Metrópole.

No início do ano, confesso que me desesperei um pouco a respeito daquilo que pensei que seria esse trabalho. “Um trabalho em grupo, com duração de um ano, com muita liberdade para trabalhar o tema, o que eu faço? Como vou lidar com esse negócio paralelamente à escola, que já exige tanto?” pensava eu em março, quando nos foi apresentado nosso tema [(in)tolerâncias].

Com o tempo, entretanto, fui entendendo e começando a gostar do tema, de trabalhar a arte e entendê-la dentro desse contexto urbano, conseguir interpretar um grafite como algo que, além de deixar a cidade com uma aparência diferente do cinza do concreto e aço, é uma manifestação artística, contestatória. Assim como o rap, que eu não conhecia e muitas vezes repudiava, mas que com o projeto me obriguei a pesquisar e compreender para o projeto.

Não direi que esse ano e o estudo do meio mudaram a minha vida; que saí da “bolha” em que vivia ou passei a ser atuante na cidade e andar de ônibus. Não. Isso não aconteceu. Apesar disso, conheci lugares na cidade em que vivo há 16 anos que não imaginava que existiam; e pessoas também, músicos, produtores, rappers, artistas, mesmo colegas com os quais não conversava, esses sim fizeram nosso trabalho valer a pena.

O Móbile na Metrópole não é, e não foi um projeto de fácil ou tranquilo entendimento ou execução, foi muito, muito trabalhoso chegar onde chegamos. Custou muito tempo, às vezes, horas de sono, para desenvolver nosso produto final. Além disso, a importância que se dá a esse trabalho é muito grande na escola, que não alivia no conteúdo e cobra demais da gente. Quem sabe fosse melhor colocá-lo no primeiro ano.

Mas apesar dos pesares, foi gratificante chegar ao final desse processo, ver o que construí, junto a meus colegas, no que diz respeito a São Paulo. Em suma, valeu a pena.

Refletindo sobre os lucros obtidos

Ana Carolina Martins-

Oi galera! Estamos na reta final do projeto e chegou a hora de rever nossas expectativas lá do início do trabalho: Os segredos de uma Metrópole .

No post antigo eu falava que sempre tive expectativa de participar desse projeto, porém não tinha noção da dimensão deste e como ele era importante. Eu disse que apenas com as palestras de apresentação do projeto já havia ficado encantada, imaginem como eu tô agora vendo tudo o que a gente produziu…Mais que encantada, maravilhada!

No mês de março, quando o projeto tava bem no início eu falei que estava ansiosa pra conhecer melhor São Paulo e me surpreender com seus segredos. Agora, tendo passado por todo esse processo, posso afirmar que tudo isso foi transformador! Cada etapa do trabalho, pode ter certeza, mudou algo em mim! Tudo aquilo que não me animava (“Não vou mentir e dizer que estou mega ansiosa para andar de transporte público, fazer longas caminhadas e passar por lugares que considero perigosos(…)”) acabou sendo divertido e não tão puxado quanto eu pensava. Por esses meios consegui ter uma outra perspectiva sobre a cidade, que foi muito importante pra minha transformação enquanto expectadora e atuante da Metrópole. 

Ainda me parece muito estranho que vivo em uma cidade enorme e que me oferece tantas oportunidades e eu não consigo desfruta-las tão bem quanto deveria. Porém, depois desse período de transformação comecei a ter mais vontade de participar das tantas atividades que a metrópole disponibiliza. Consegui sair, mesmo que pouco ainda, da minha “bolha” e passei a visitar lugares mais distantes do que a minha rota diária.

É incrível como agora eu ando pelos lugares e relaciono com tudo o que a gente viveu durante esses meses de trabalho! Todo o conhecimento adquirido foi muito importante para a minha formação como pessoa e como cidadã de São Paulo. Sabe porque as pessoas que vivem mais perto de nós têm tanto medo das regiões mais distantes? Porque estas regiões são desconhecidas para essas pessoas, e tudo o que não é de nosso conhecimento nos causa medo e nos afasta…Por isso que esse projeto desenvolvido pela Escola Móbile é tão importante! Ele nos apresenta a cidade para acabar com esse nosso medo “do escuro”.

Reta Final

Helena Verri – 

Oi gente! Agora que entregamos noss minidoc, chegou o momento da reta final: analisar o que foi o Móbile na Metrópole e como ele de fato mexeu com nossas vidas e rotinas.

Vocês lembram do post Navegar é preciso, o primeiríssimo do blog onde eu disse as minhas principais expectativas sobre o projeto? Bem, é engraçado ver como eu, inicialmente, não tinha nenhuma animação em relação ao projeto, antes de me apresentarem ele. Foi depois de uma reunião mais formal que eu comecei a ficar mais ansiosa. Mas certamente não sabia que seria assim. Desse jeito. Com essas pessoas. Com essa cidade.

Sem sombra de dúvida, os ganhos que tive e meus aprendizados foram muito mais amplos e satisfatórios que imaginados. É impossível agora, andando de carro pelas ruas, não pensar nas pessoas que vivem em São Mateus, em cada indivíduo dentro de um ônibus, nos monges do templo budista, nos colegas do centro espírita…Em todos. Porque todos fizeram e ainda fazem parte de uma história que eu, e todos os alunos, começamos a construir com o projeto. Uma história que trabalha a relação entre eu, cidadã, e São Paulo,a cidade. E não é que ela tem um final já determinado, pelo contrário: a viagem, o estudo foi apenas o prefácio. Como eu disse no post já mencionado, navegar continua sendo preciso. E sempre será. Porque é mergulhando na cidade, cada vez mais profundamente, que enriquecemos nossa personalidade, nossas vivências, nosso ser interno. E podemos assim compartilhá-los com outras pessoas, para que todos tenham a possibilidade de aprender, conhecer, sentir o que temos.

As minhas expectativas foram supridas, e além: superadas. Com certeza a Helena de agora é uma Helena diferente da de 7 meses atrás. Obivamente que esse projeto toca as pessoas de diferentes maneiras, cada um possui uma sensação diferente. Porém, no meu caso, permeabilizou as minhas relações e aumentou a minha sensibilidade diante do cotidiano que antes parecia tão monótono e tão cinzento. Hoje eu vejo cor no cinza, e aceito a cidade como ela é, porque finalmente a conheço como é.

Portanto, foi um projeto bastante proveitoso. Definitivamente auxiliou na pavimentação de um caminho de auto-conhecimento e de enriquecimento cultural. Parafraseando o início de nosso mini-doc, foi “um projeto que fez de nós cidadãos mais ativos. Mais tolerantes”.   

Dina Di – a força feminina no rap pioneiro

Boa noite gente! Hoje, eu, Helena, e o João, tivemos uma aula na escola de Conexões que trabalhou com a análise de uma canção do Criolo chamada “Sucrilhos” e suas diversas referências externas presentes na letra (ouça abaixo a canção). O que mais chamou nossa atenção foi no trecho que o rapper menciona vários outros cantores como Sabotage e Dj Primo, assim como Dina Di. Esta foi uma figura importantíssima para a história do rap brasileiro e para a representação feminina na música como um todo. E, assim, nos tocamos que nunca tínhamos feito um post sobre ela!

Dina Di nasceu e morreu em Campinas, São Paulo. Encontrou diversas dificuldades durante a infância, com problemas de pobreza e fome, e outros problemas familiares. Usava roupas folgadas, óculos e boné, algo que, naquela época (e ainda hoje) muitos estranhavam. Dizia que usava tais roupas para que os homens que acompanhassem seus shows (já que o rap, naquela época, era extremamente voltado ao público masculino) não olhassem para sua bunda, mas ouvissem de verdade o som que fazia.

Hoe vemos Dina Di como uma das melhores rappers, levando o movimento feminino para cima dos palcos, mudando inclusive a letra das canções que se fazia naquela época. A partir de então, não era mais tão comum ouvir nas músicas que “a mulher é vadia” ou nem mesmo a falta da presença feminina. O respeito à pioneira do rap feminino levou a uma reconsideração sobre toda a formulação das letras do gênero musical. Não é à toa que hoje, Karol Conka, Negra Li e outras rappers agradecem Dina Di por ter aberto um caminho que não foi e não está sendo fácil de pavimentar.

Infelizmente, Dina Di morreu no ano de 2010, por conta de uma infecção hospitalar. Deixa saudades, porém seu legado ao rap brasileiro jamais será esquecido.

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Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/2/29/Dina_Di.jpg/220px-Dina_Di.jpg

 

Veja na nossa rádio uma das músicas de Dina Di e abaixo o som de Criolo:

 

Galeria Olido e o rap

Oi galera! Como vão vocês? Saiu recentemente uma notícia que nos alegrou muito, que dizia que a Galeria Olido (que fica no centro) vai trazer para o públcio 12 shows do rapper Fabio Brazza e da banda Social Samba Fino, misturando os dois ritmos em músicas com muito gingado e dança!

O samba será responsável por trazer o que tem de mais tradicional, com os clássicos antigos de Noel Rosa e Cartola, ainda que estes ganhem um estilo um pouco mais moderno na sua reprodução.

O rap será o responsável por trazer uma pegada um pouco mais atual, tratando de temas bastante interessantes como o machismo, racismo, etc.

O gran finale será a rima de improviso que teremos com os artistas no show!

Para mais informações:

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Fonte imagens: