Dica cultural: fim de férias!

Oi pessoal! Como toda sexta-feira à tarde, viemos aqui dar algumas dicas para todos nós aproveitarmos ao máximo este último final de semana de férias! Isso mesmo, o descanso está acabando, infelizmente. Nada como boas exposições e passeios pela cidade! Vejam abaixo:

Exposição “Eu amo São Paulo”– Uma exposição fotográfica que reúne fotos de profissionais e amadores desafiados a registrarem o seu olhar sob a metrópole! Reunindo 507 imagens, houve uma verdadeira representação do que é a cidade em que moramos: pulsante, tendo na diversidade a sua grande beleza. Veja as informações abaixo sobre o evento:

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Retirada do site: http://www.guiadasemana.com.br/evento/artes-e-teatro/eu-amo-sao-paulo-shopping-center-3-28-07-2016

Exposição “Atlas Fotográfico da Cidade de São Paulo”– Com 203 imagens de Tuca Vieira, este evento busca retratar a expansão territorial da cidade e as suas distintas faces que a tornam única. Veja abaixo mais informações:

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Retirada do site: http://guia.uol.com.br/sao-paulo/exposicoes/detalhes.htm?ponto=atlas-fotografico-da-cidade-de-sao-paulo_4106349786

Grafitti em Celofane, Sesc – Ao longo de quatro cidades, como Itaquaquecetuba, Diadema, São Caetano do Sul e Mauá, grafiteiros espalharam painéis de celofane que buscam a reflexão a respeito a apropriação do espaço público pelas artes visuais, tal como o grafite. É a conquista da cidadania por meio das artes. Veja abaixo mais informações:

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Retirada do site: http://www.sescsp.org.br/programacao/97053_GRAFFITI+EM+CELOFANE
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Retirada do site: http://www.sescsp.org.br/programacao/97053_GRAFFITI+EM+CELOFANE

 

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Keith Haring e o grafite primitivo

Keith Haring (1958-1990), americano, jovem, indomável. Atualmente, é visto como um grande artista gráfico, iniciando seus trabalhos mais reconhecidos com o grafite nova-iorquino. Tudo isso muito ligado ao que ele foi também paralelamente: um ativista. 

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Keith Haring. Fonte: http://www.theage.com.au/content/dam/images/1/3/h/w/9/n/image.related.articleLeadwide.620×349.13hw75.png/1424227412175.jpg

Keith iniciou seus estudos com um curso de design gráfico, mas acabou mudando-se para a Nova Iorque dos anos 80 e foi fortemente influenciado por todos os grafites que havia nos muros. Após se matricular na School of Visual Arts, Haring começa a ganhar um certo reconhecimento quando pintou com giz as paredes do metrô nova-iorquino. Para vocês, leitores, terem uma ideia, outros grandes amigos de Keith Haring nesse momento eram Jean-Michel Basquiat (que tratamos neste post aqui: Agradecimentos à Basquiat) e Kenny Scharf. Todos eles tinhama algo em comum: apreciavam a arte transgressora e colorida que era o grafite nas paredes e muros.

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Haring e Basquiat – dois grandes amigos. Fonte: https://applesandazaleas.files.wordpress.com/2013/01/haring-basquiat.jpg

Dizem que Keith Haring foi logo reconhecido como artista pela sua arte com linhas rígidas e cores fortes, levando a todos um otimismo e energia positiva que nunca ninguém teria imaginado colocar nas ruas de Nova Iorque. Em 1986, quis que sua arte ficasse mais acessível ao público, abrindo assim uma loja com camisetas, pôsters, chamada Pop Shop in New York City’s Soho. 

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Uma das obras de Keith Haring. Fonte: http://cdn-homolog.editoraglobo.com.br.s3.amazonaws.com/lospantones/files/2012/05/keith_haring.png

E como a ocupação de ativista se encaixa nesse mundo que viemos descrevendo até agora? Bom, como muitos sabem, assim como Basquiat, Keith aproveitou a arte de rua para refletir a respeito de diversos temas da época. A homossexualidade foi um deles. Keith Haring assumiu-se homossexual e, a partir de então, mostrava em suas obras esse universo tão pouco conhecido na época.

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Umas das obras de Haring, tratando sobre a homossexualidade. Fonte: http://foundationblog.haring.com/wp-content/uploads/2015/06/Heritage_of_Pride_logo.jpg

Keith acabou morrendo por complicações com a doença que estourou nos anos 80: a AIDS. Antes de morrer, criou uma Fundação para ajudar as crianças vítimas de AIDS, chamada Keith Haring Foundation. Como um bom ativista, ele lutou muito para espalhar os perigos que a doença trazia às vítimas.

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Tributo ao artista em Houston Bowery Wall. Fonte: http://d2jv9003bew7ag.cloudfront.net/uploads/Keith-Haring-Houston-Bowery-Wall-Tribute.-photo-theredlist.jpg

Upfest

Ei galera! Bom dia! Recentemente, vimos em nossos snapchats que rolou um dos maiores festivais de street art do mundo nos últimos três dias (23,24 e 25 de julho). É o chamado Upfest, conhecido como o maior festival europeu de grafite e street art com mais de 300 artistas que passeiam por várias ruas de Bristol, Bedminster e Southville, no Reino Unido, grafitando e pintando. E como todo festival, além de você ver os artistas em ação, há palcos com música boa, venda de produtos de arte e workshops para o público aprender um pouco também da técnica dos artistas.

Entre os artistas desse ano tivemos Cheba, Fin DAC, SHOK-1 e muitos outros, como o brasileiro LM7!

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Obra feita por LM7. Foto tirada de: https://www.theguardian.com/artanddesign/gallery/2015/jul/27/upfest-2015-street-art-graffiti-festival-in-pictures

Bristol, uma das cidades por onde passam os artistas, é famosa por ser o local onde o pioneiro em street art Banksy nasceu.

O mais legal é que grande parte do dinheiro arrecadado com o festival vai para uma organização chamada Nacoa, que dá assistência às crianças com pais envolvidos com o alcoolismo.

Visite o site para ver mais fotos e conhecer mais artistas (Site: http://www.upfest.co.uk/):

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E para você ter uma ideia, veja o vídeo de uma das obras feitas no festival de 2012:

Smania e o grafite engajado

Oi gente, como está indo o Domingo de vocês? Vimos uma reportagem no site liberal.com.br a respeito de um grafiteiro chamado Leonardo Smania, de 21 anos, que espalha suas obras por Americana com um simples e importante propósito: protestar contra intolerâncias sociais e políticas, como o racismo.

Ele vem ganhando reconhecimento nesses últimos meses, conseguindo pintar em muros de escolas, jardins, etc. Para Smania, a arte de rua em geral já é uma forma de protesto. “A arte é muito livre – o grafite, a pichação são duas sementes da mesma árvore. E a ideia da pichação é de protesto”, disse o grafiteiro.

Sua arte ainda chama mais atenção por ser realista, já que é mais fácil das pessoas entenderem e se convencerem com a mensagem transmitida. Assim, quando ele pinta um menino negro com todas as expressões faciais visíveis, as pessoas, ao valorizarem e reconhecerem seu trabalho, acabam refletindo a respeito do racismo, do preconceito e outras intolerâncias apontadas no desenho.

Veja abaixo o vídeo que conta um pouco mais sobre o uso da arte de rua como forma de protesto e resistência:

Agradecimentos à Basquiat

Manhattan, 1977. Um garoto afro-americano de 17 anos saía encondido com seu amigo para pintar nos muros. Era o tal do “grafite”que faziam. E seu nome: Jean-Michel Basquiat. 

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Fonte: http://www.subsoloart.com/blog/wp-content/uploads/2012/03/Graffiti-SAMO-de-Jean-Michel-Basquiat-nos-anos-80-Estados-Unidos-3.jpg

Um dos primeiros grafiteiros do mundo que influenciou na ascensão da arte de rua. Só depois da juventude que levou os traços rígidos e transgressores das ruas para as telas e para as quatro paredes dos museus. Assim começava sua fase de arte neo-expressionista, junto com grandes amizades, como com Madonna e Andy Warhol.

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Fonte: http://pixel.nymag.com/imgs/daily/vulture/2015/05/04/seen/04-michael-halsband.w1200.h630.jpg

Essa arte que foi financiada por grandes investidores, alavancando sua carreira como artista, é caracterizada por ter personagens apavorados, com policiais, cenário urbano intenso e pinceladas nervosas. Além disso, ícones da música afro também eram retratados em quase todas suas obras. Sem falar nas cores fortes e escritas indecifráveis que remetem à cultura hip-hop e do grafite, que consolidou a base artística de Basquiat.

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Fonte: http://www.bontempo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/jean-michel-basquiat-7.jpg

Havia também uma ideia de trazer uma concepção de arte completamente diferente daquilo que foi mostrado no passado, dessacralizando ícones da arte clássica, como a própria MonaLisa.

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Fonte: https://mnm162ag7.files.wordpress.com/2016/07/cb0b6-mona2blisa2bbasquiat.jpg

Infelizmente, com o consumo excessivo de drogas e a perda de um grande amigo com sobrenome Warhol, Basquiat entra no mundo da perdição e morre em 1988 por overdose de heroína.

Mesmo assim, obrigado Basquiat. Nós agradecemos pela sua coragem e ousadia de desafiar as circunstâncias sociais e físicas da sua época, pintando nos muros de Manhattan. Sem a sua atitude transgressora, talvez nunca tivéssemos hoje em dia uma cidade cheia de grafites. Com certeza, o seu desejo não foi cumprido em vão. 

 

As sereias de Manaus

Ainda este ano, foi feita uma reportagem com a grafiteira Deborah Erê para o G1 da Globo a respeito dos grafites que veio fazendo nos muros de Manaus, AM. O que chamou a atenção de todos foi que nos desenhos de Deborah havia sereias com rugas e corpos comuns, como mulheres reais.

A ideia era abrir um diálogo com todas as mulheres, que se identificariam com os grafites, abrindo uma discussão sobre a autonomia do corpo feminino e a imposição de padrões sociais. A artista se posicionou evidentemente contra a imposição de padrões de beleza e opressão feminina. Segundo Deborah, ela gostaria que as mulheres, ao olharem seu grafite, se sentissem poderosas e se reconhecessem naqueles desenhos.

Deborah também ressaltou o por quê escolheu uma sereia para colocar rugas, envelhecendo-a. “As sereias são sempre poderosas e ‘bonitas’ dentro do padrão de beleza. A gente sempre vê na rua muitas propagandas com mulheres modelos, mas nunca com uma velha, uma gorda. A ‘Senhora Sereia’ foi criada para representar essas mulheres. Eu queria que ela fosse velha, mas ao mesmo tempo demonstrasse beleza, sabedoria, poder. Uma mulher velha, mas linda e que reluz, brilha de sabedoria“, disse Deborah Erê.

Além de tratar sobre o corpo feminino, a grafiteira busca com suas obras mostrar a possibilidade da mulher de atuar em qualquer campo que deseja, inclusive nas ruas, espaço que também é do direito delas de usarem. Segundo Deborah, é preciso vencer também o machismo no ambiente onde trabalha.

Veja abaixo a “Senhora Sereia”:

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Fotos tiradas do site: http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2016/03/grafiteira-pinta-sereias-idosas-para-empoderar-mulheres-reais-no-am.html

Batalha de rap

Oi gente! Viemos falar pra vocês de algo incrível que acontece aqui na cidade que se chama Batalha de Rap ou Batalha de Rimas. Todas as sextas, na esquina da Rua Augusta com a Av. Paulista, temos uma junção de MC`s que mostram seu talento e se divertem muito fazendo músicas e rimas pra lá de interessantes.

No site ponte.org, vimos uma entrevista com um dos organizadores dessa batalha, chamado MC Will Smith. Carismático e sincero, ele explica um pouco como funciona sua vida e sua relação com o rap e a cidade. Explica bastante também a relação que tem com a polícia, muitas vezes julgado por sua aparência. E como o rap foi para ele uma válvula de escape dos problemas da vida.

O que mais chamou nossa atenção foi a escolha do local para a batalha. Segundo MC Will, rap é algo que vem das periferias, portanto, eles queriam afrontar o sistema ao realizarem a batalha em um pólo comercial, em frente ao banco Safra. Queriam contradição.

Veja abaixo a entrevista do rapper:

Outras inspirações

Oi gente! Nessa noite de sábado, pensamos em postar aqui alguns outros blogs sobre arte de rua que nos inspiraram até agora. Bom, aqui vamos nós!

  • Unurth (http://unurth.com): Blog bastante simples, porém postam bastante sobre intervenções urbanas que acontecem ao redor do mundo. Muito legal para perceber que em praticamente todos os lugares do mundo temos street art, workshops e outras intervenções muito criativas.

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  • Arrested Motion (http://arrestedmotion.com): Majoritariamente sobre grafite, este site contém diversos recursos que nos aproximam da arte de rua ao redor do mundo. Temos entrevistas,  fotos de feiras de arte, vídeos que mostram diversos trabalhos de pequenos a grandes artistas. Muito informativo e muito interessante para quem quiser ficar sempre atualizado com o que está acontecendo no mundo do grafite.

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  • Spray Beast (www.spraybeast.com): Outro site bastante legal porque tem várias entrevistas, reviews e fotos muito incríveis sobre projetos de grafiteiros e outras exposições. Segundo os seus fundadores, eles apenas queriam documentar um pouco do grafite ao redor do mundo, acabando com vários admiradores que visitam seu site diariamente.

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  • Graffuturism (http://graffuturism.com/): Site e blog muito legais pra quem gosta de arte no geral e grafite. Tem notícias das mais recentes exposições, galerias, ao redor do mundo. Além de várias fotos de murais feitos também em diversos países.

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O rap como alicerce musical

Oi gente! Aqui quem está falando é a Helena e o assunto que eu trouxe pra falar com vocês hoje já apareceu em muitas manchetes nos jornais. Eu estou falando das mortes de Alton Sterling e Philando Castile (ambos negros) que ocorreram nos Estados Unidos por oficiais da polícia. Isso levou a vários protestos pelo país e à morte de 5 oficiais da polícia. Ainda que isso não seja algo que vimos com nossos próprios olhos, acho muito importante retratar algo que efetivamente vem ocorrendo com frequência no país norte-americano.

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Protesto encadeado pela morte de Philando Castile. Foto de: Jeff Wheeler/Star Tribune/AP

Mas, e a relação com o rap? Bom, hoje mesmo o famoso rapper Jay-Z lançou uma música chamada “Spiritual” protestando contra a morte de negros que  não só ocorreram essa semana, mas também nos últimos anos. Junto com o lançamento, que você pode ouvir no aplicativo Tidal, do próprio cantor, ele disponibilizou uma nota sobre os eventos recentes: “Eu fiz essa música há algum tempo atrás, eu nunca consegui terminá-laPunch (TDE) me disse que eu deveria solta-la quando Mike Brown morreu, infelizmente, eu disse a ele, ‘esta questão será sempre relevante.’ Estou magoado que eu sabia que sua morte (Mike) não seria a última. Bênçãos para todas as famílias que perderam entes queridos para a brutalidade da polícia”. 

Acho que seria legal fazer este post propondo uma reflexão para todos nós. O rap mais uma vez foi usado como um instrumento de partilhar a mágoa, a dor, e querer provocar mudanças. Indo contra as intolerâncias que, como vemos com as notícias das mortes dos americanos, não estão perto de acabar, infelizmente. Há uma necessidade (bastante necessária, aliás) de mostrar pra todos como ainda existem injustiças no mundo e como temos meio de lutar contra elas, seja com ou sem a música.

O rap é um alicerce, um suporte que entalha nas pessoas a mensagem que quer transmitir. Seja para o passado: ela torna eterno aquilo que ocorreu, transforma o evento em uma memória, boa ou ruim. Seja para o presente: ela agita o mundo do entretenimento com os eventos recentes, que demoram mais para sair de nossas cabeças. Seja para o futuro: as marcas profundas que ela deixa do passado são usadas para evitar que coisas ruins semelhantes aconteçam no futuro. Ou mesmo: para nos ensinar como coisas boas ainda podem acontecer, como ocorrido no passado.

Eu poderia fazer mais três páginas a respeito do rap e a relação com a polícia e sua intolerância perante os negros nos Estados Unidos. Mas, na verdade, só queria mesmo fazer uma leve provocação a respeito do assunto, ateando uma faísca nos pensamentos de vocês sobre a verdadeira utilidade do rap. É, com certeza, muito mais que algumas notas musicais entoando uma bela canção ritmada.

-Helena Verri

O profeta Gentileza

Oi pessoal! Nós estava mexendo numas músicas e nos deparamos com esta aqui, da Marisa Monte, intitulada “Gentileza”. Ela trata do Profeta Gentileza, uma personalidade urbana do Rio de Janeiro que pregava o amor, bondade e respeito, além, é claro da gentileza. Bastante famoso na capital fluminense por levar essas palavras em um estandarte com mensagens pintadas à mão, para todos os lugares, e dar flores a pessoas quaisquer no centro da cidade, vestido com uma túnica branca, na qual também estavam pintadas mensagens.

Ele ficou conhecido pelas palavras que pintou no centro do Rio de Janeiro na década de 1980, embaixo do viaduto do Caju, entre elas a frase “Gentileza gera gentileza” da qual ele provavelmente é autor. Ele escrevia sobre o cinza das pilastras do viaduto para difundir seus ensinamentos e sua visão de mundo, com críticas ao capitalismo e ao individualismo crescente nas relações humanas com a intenção de abrir os olhos e os ouvidos das pessoas para a indiferença social. Suas inscrições eram feitas com uma caligrafia diferente da norma-padrão da língua (grafismo). Dessa maneira, Gentileza era um interventor urbano, uma espécie de profeta grafiteiro, sendo seus escritos “a maior manifestação de arte mural pública de caráter espontâneo no Rio de Janeiro”, segundo um de seus biógrafos, o professor e pesquisador da UFF, Leonardo Guelman.

A canção de Marisa Monte trata, especificamente, da cobertura de parte de sua obra pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em 1999, a qual foi alvo de críticas na época. Isso fez com que, posteriormente, os painéis fossem restaurados e tombados como patrimônio cultural pela Prefeitura. Nada disso aconteceu em São Paulo, mas os escritos de Gentileza são um bom exemplo de manifestação artística na cidade, suas palavras atingiram e inspiraram muitas pessoas na capital carioca tanto enquanto ele pregava quanto depois de sua morte em 1996, tanto é que foi homenageado não só por Marisa Monte, mas também por Gonzaguinha e a escola de samba G.R.E.S Acadêmicos do Grande Rio.