O que é intolerância?

Anúncios

Atuantes sobre a cidade de São Paulo

Luca Coimbra – 

Entrei na Móbile este ano, mas desde as reuniões com os diretores durante o ano passado ouvia falar sobre o Grande Mobile na Metrópole, o trabalho anual do segundo ano.

Confesso que a princípio não fiquei muito animado com a proposta de ir para um estudo do meio na cidade em que moro. Mas durante as primeiras semanas de aula fomos introduzidos a alguns projetos de anos anteriores, e palestras de alunos que se envolveram com o projeto profundamente, e isso fez com que minhas expectativas invertessem.

Hoje sinto que vou ter a oportunidade não apenas de conhecer melhor “A Selva de Pedra”, mas de vivê-la como um todo.

Minhas expectativas são que, vou deixar de ser apenas um morador de São Paulo e se tornar um participante da vida da maior cidade da América latina. Espero também poder aprender mais sobre o tema do meu grupo, e poder apresentar um bom projeto, para que meus colegas compreendam tanto quanto eu o tema trabalhado pelo meu grupo.

Os segredos de uma Metrópole

Ana Carolina Martins – 

Houve sempre uma expectativa de chegar ao segundo ano do colegial para poder participar do tão cultuado “Móbile na Metrópole”. Eu, pequenininha, via de longe e não sabia o tamanho desse projeto, a importância dele.

O ano começou, e a cada palestra de apresentação do projeto eu ficava ainda mais encantada. É gratificante saber que você precisará se empenhar num projeto tão legal quanto esse, que faz as pessoas ficarem boquiabertos.

A Móbile está nos fornecendo a oportunidade de conhecer melhor nossa tão amada cidade. Estou ansiosa para me surpreender com os segredos da Metrópole.

Não vou mentir e dizer que estou mega ansiosa para andar de transporte público, fazer longas caminhadas e passar por lugares que considero perigosos; mas sei que no fim tudo isso vai valer a pena.

Acho engraçado pensar que eu não conheço bem a cidade onde nasci, cresci e sempre vivi. Mas vale lembrar que São Paulo é enorme, existem vários lugares desconhecidos dentro desse emaranhado.

Pensamos que conhecemos nossa cidade, mas se pararmos para pensar estamos sempre nos mesmos lugares, mesmos bairros. Acabamos por diminuir nossa cidade a um pequeno conjunto de ruas (onde se encontram nossa escola, clube, casa).

Percebi o quão importante esse trabalho se tornou pra mim quando passei a pensar nele dia e noite, fico tendo ideias constantemente. Quando ando de carro pelas ruas relaciono o que vejo com o projeto e assim a expectativa sobre ele cresce a cada minuto. Espero de coração que todo esse esforço tenha um resultado de perder o fôlego.

 

O (re)descobrimento daqui

IMG_2034

João Mello – 

Confesso que não fiquei lá muito animado ao saber que o “grande projeto do 2° colegial” seria sobre São Paulo, e incluiria um estudo do meio na cidade. Afinal, eu conheço São Paulo, moro aqui desde que nasci, já andei de ônibus, metrô, trem, bicicleta, à pé, carro, tudo.”O que esses caras querem com isso?”  era o que eu pensava sobre meus professores estarem tão animados assim com esse trabalho, e eu, como aluno novo na Móbile, recém-matriculado, sem entender qual a graça daquilo. Mas isso durou pouco, mais especificamente, até a apresentação formal do projeto.

       Aí sim eu entendi, queriam nos fazer “abrir a cabeça”, e isso me fez pensar no porque escolheram intolerância como o tema do projeto. Percebi que, na verdade, esse tema está muito presente na vida do paulistano, na minha inclusive, comecei a gostar dessa história de estudar o meu “habitat natural”, que é São Paulo e redescobrir a cidade, reconhecendo que, talvez, eu não conheça tanto assim este lugar.

       Se fui a Berlim, Londres, Nova York e achei-as cidades espetaculares, cosmopolitas, cheias de vida e de pessoas interessantes, porque a “minha cidade”, a maior da América Latina, cheia de influências multiculturais, tema de canções famosas mundo afora,  seria diferente? Quero quebrar a ideia que, só porque as outras estão em países desenvolvidos, eu voltei fazendo propaganda positiva, enquanto aproveito pouco o lugar onde vivo, porque “a grama do vizinho é sempre mais verde”. Aprofundar meu conhecimento sobre São Paulo, ver a reação de quem não conhece tanto quanto eu ao pegar um ônibus pela primeira vez, é isso que eu quero com o Móbile na Metrópole, espero acabar o ano com um visão melhor daqui,tendo entendido melhor o que é a São Paulo real, especialmente do ponto de vista artístico, que é o tema deste blog e do documentário que produziremos durante o ano.

Que, como Caetano Veloso, eu aprenda a chamar esta maravilhosa metrópole de realidade.

 

Só sei que nada sei

https://mnm162ag7.files.wordpress.com/2016/03/c52f7-selvadeconcreto.jpg?w=640

http://mentelivrelivremente.blogspot.com.br/2012/08/selva-de-concreto.html

Thiago Teixeira – 

Entrei na Móbile ano passado, até lá, não conhecia nada sobre o projeto. Mas assim que comecei a conversar e formar amizades no novo ambiente, passei a ouvir rumores sobre o grande “Móbile na Metrópole”, uma viagem à São Paulo.

A princípio não entendi do que se tratava, não conseguia pensar que havia tanta coisa que eu desconhecia sobre a cidade onde vivi minha vida inteira. Mas foi somente em 2016 que percebi a dimensão da minha ignorância a respeito da vida paulista.

Passei a ter aula com os fundadores do projeto, que me mostraram muito mais do que eu poderia imaginar sobre minha cidade e me apresentaram a documentários e palestras que iluminaram minhas ideias sobre o Móbile na Metrópole, e me mostraram que tudo o que conhecia era na verdade, a ponta da ponta do iceberg.

Assim, creio que esse projeto vai ser para mim como uma agulha que estoura uma bolha. Pretendo me perder e me achar nas profundezas da sétima cidade mais populosa do planeta, e tentar conhecer mais sobre a vida dos paulistanos. Por isso o tema da intolerância, que vai expor as partes mais pessoais e até escuras dos habitantes da bagunça de São Paulo e ao mesmo tempo vai mudar minhas ideias e meu modo de ver o lugar onde vivo.

 

 

 

Navegar é preciso

Helena Verri – 

Um projeto que circunda a própria cidade em que moramos não leva muitos créditos de primeira. Pelo menos, foi assim que aconteceu comigo. Fiquei sabendo do Móbile na Metrópole quando meu irmão, que estudava lá na época, fez parte da versão 1.0 do projeto. Pensava comigo mesma: “Cara, que chato ter que viajar pra própria cidade, eu já conheço o suficiente de São Paulo!”.

O interesse realmente não brotou nos meus pensamentos nesses últimos anos, meses. Sinceramente, tinha poucas expectativas sobre andanças de ônibus na rua, noites em um hotel no centro, teatros em praças.

Tudo mudou quando me apresentaram o projeto ainda esse ano. Curiosamente, na época, estava pensando em faculdades e profissões (pensamentos que atualmente se tornaram rotineiros), e principalmente a respeito do curso de Arquitetura e Urbanismo, na FAU. Realmente possuo um interesse nas expressões culturais, sociais e artísticas que os centros urbanos possuem e, quando me apresentaram os documentários e vídeos acerca de São Paulo, percebi o quanto estava vendada pra realidade paulistana, presa numa espécie de bolha. Quando eu iria imaginar que um certo carnaval boliviano ocorre aqui? Nunca! São pequenos detalhes, como pérolas preciosas que são achadas no mar de concreto.

Mil ideias borbulharam na minha mente. Além de termos uma viagem de três dias por todos os cantos, visitando desde a 25 de Março até a Oscar Freire em um mesmo dia, produziremos um documentário e blog (este mesmo que vocês estão lendo!) a respeito de nossas experiências. O tema (Intolerância) ainda proporciona inúmeras conexões sobre a vida oscilante de um paulistano que não para um segundo do dia.

Considerando a ansiedade que tenho, quero fazer alguns pedidos finais: quero fazer parte da bagunça caótica de São Paulo, quero me entregar e me jogar de cabeça nesse oceano de pedras, navegar nas profundezas de uma das maiores metrópoles do mundo.

Quero sentir você, São Paulo, mais que tudo.